Cultura Digital, Letramento Digital, Tecnologias e Educação

Márcio Vilaça

O que é Internetês?

Provavelmente ao perguntar muita gente sobre a relação entre a internet e a linguagem, o internetês deve ser o termo mais popular. Muitos já devem ter ouvido reclamações de pessoas que escrevem fora da internet da mesma forma que na internet, geralmente fazendo uso de abreviações, trocas de letras, mudanças sintáticas, combinações de caracteres para indicar algum sentimento ou reação, como estes 🙂 ou ;).

O uso mais popular do internetês era a “linguagem” de comunicação rápida, informal e abreviada em bate-papos, aplicativos de mensagens e blogs. Alguns autores apontam o termo bloguês.  Os dois termos indicariam, como neologismo, a língua da internet e dos blogs.

Vilaça e Araújo (2012, p. 65 e 66) apontam que:

Algumas características do Internetês são abreviações (msg, bjs ou bjus, por exemplo),  maior proximidade com a pronúncia (kadê, adoru ao invés de cadê e adoro), uso de  estrangeirismo (me add, para adicione-me), siglas a partir do inglês (BTW para by the way;  ASAP para as soon as possible).  Além disso, é empregado para expressar emoções (LAJOLO e ZILBERMAN, 2009),  aspecto evidenciado pelo uso comum de caracteres para “produzir” desenhos (para indicar tristeza – 🙁  ) e o uso de emoticons (figuras simples de rostos que indicam emoções)  (FONTES, 2007).

Dessa forma, é possível compreender que o Internetês tem por finalidade básica  promover uma escrita (digitação) mais rápida. Ele pode ser encontrado com maior frequência
em salas de bate papo (chat), fóruns, em mensagens de textos por celulares e em redes sociais.  Lajolo e Zilberman (2009, p. 31) explicam que “transplantada para a tela, a escrita, que
sempre procurou acompanhar a fala, oferece novas possibilidades de reproduzir a oralidade,  infringindo normas cristalizadas dessa representação.”

 

VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa ; ARAUJO, E. V. F. . Questões de comunicação na era digital: tecnologia, cibercultura e linguagem. Revista e-scrita: revista do curso de Letras da UNIABEU, v. 3, p. 58-72, 2012.

Acesse o artigo da citação acima aqui. 

 

 

Usabilidade em sites

 

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O termo usabilidade é usado com referência a características de “deslocamento”/navegação de visitantes em sites e localização de funções, áreas e conteúdos do site. A visita em um site não deve exigir um manual.

Um site deve oferecer experiências de navegação fáceis, rápidas e objetivas. Em termos simples, o usuário não deve “quebrar a cabeça” para entender o site e chegar ao seu destino, localizando o conteúdo desejado ou a função a ser empregada. Hoje esta questão apresenta uma grande melhoria e a movimentação dentro do site é bastante simples. No entanto, nem sempre foi assim.

No início da década passada, era mais fácil se depara em um site em que se gastava muito tempo para encontrar a informação desejada, dando a impressão de que a navegação acontecia em círculos e acabávamos voltando para o mesmo lugar. Isto não era prestígio apenas de sites “amadores”.  Alguns sites de grandes empresas também apresentavam este problema.

Problemas de usabilidade também podem fazer parecer que algumas informações estão escondidas, seja por descuido ou por intenção.

As ferramentas de buscam ajudam a encontrar informações, mas o usuário deve conseguir entender a lógica de navegação do site sem esforço.

O tempo de permanência no site deve ser motivado por seus conteúdos e não consequência de uma navegação confusa ou redundante. Afinal, uma expressão comum em design precisa estar em mente: o conteúdo é rei!

Uma regra básica apontada por muitos designers e desenvolvedores é a chamada “regra” de 3 cliques. O visitante deve chegar ao conteúdo desejado em, no máximo, 3 cliques. Caso contrário, ele poderá:

a) ter dificuldades de encontrar o que deseja;

b) interromper a visita;

b) ficar desmotivado de voltar ao site.

Se por um lado há descuidados, há outros que investem e pesquisam bastante a usabilidade do site.

 

Leitura Digital: Desafios e Perspectivas de Textos em Suportes On-Line

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LEITURA DIGITAL: DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE TEXTOS EM SUPORTES ON-LINE

Elaine Vasquez Ferreira de Araujo (UNIGRANRIO)

Márcio Luiz Corrêa Vilaça (UNIGRANRIO)

 

A presença das tecnologias digitais e a prática de leitura mediada por diversos dispositivos têm influenciado na forma como as pessoas produzem e leem textos na atualidade. Reconhecendo a relevância de discussões neste campo, este trabalho tem como objetivo abordar especificidades de textos que circulam no contexto digital, além de discutir as competências linguísticas e habilidades que são necessárias ao leitor digital na atualidade, com o intuito de construir significado em diferentes formas textuais e no entrelaçamento de diferentes linguagens. Neste sentido, o presente artigo dialoga com autores e pesquisadores como Antônio Carlos Xavier, Charles Bazerman, Ingedore Grunfeld Villaça Koch, Ingedore Grunfeld Villaça Koch e Vanda Maria Elias, Lucia Santaella, Luiz Antonio Marcuschi e Roxane Helena Rodrigues Rojo, apenas para ilustrar.

Palavras-chave: Internet. Competência linguística. Leitor digital. Tecnologias digitais.

Os textos, sejam orais ou escritos, são onipresentes em nossa vida cotidiana. A todo tempo elaboramos bilhetes, enviamos mensagens no celular, escrevemos um convite de aniversário, lemos uma notícia de jornal, contamos um resumo de um filme que assistimos, fazemos uma lista de compras etc. Se tais práticas parecem tão rotineiras e amplamente reconhecidas e dominadas, no cenário atual, o fato de que muitas práticas discursivas ocorrem por meio das tecnologias digitais demanda atenção, reflexão e estudo. Afinal, não se trata apenas de deslocamento do lugar da interação, mas envolve um amplo e complexo conjunto de especificidades. Em outras palavras, podemos questionar até que ponto estamos preparados para participar de práticas discursivas digitais. O reconhecimento desta realidade salienta a relevância de discutir as questões que orientam este trabalho. É possível afirmar que os textos que circulam no meio digital ainda são, de modo geral, fundamentalmente baseados na escrita, assim como os textos que circulam no meio impresso. No entanto, apesar da
escrita continuar essencial na Internet, neste meio empregam-se mais semioses que no meio impresso, até mesmo por conta da interface interativa da Internet, novos modos interacionais e as possibilidades dos novos suportes, bem como em resposta à cultura digital.

O objetivo do presente trabalho é abordar especificidades de textos que circulam no contexto digital, além de discutir as competências linguísticas e habilidades que são necessárias ao leitor digital na atualidade.

 

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Siglas na Cultura Digital, Informática e Internet

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Em notícias e publicações sobre tecnologias, podemos encontrar um variado uso de siglas.  Aqui apresento algumas siglas populares:

API – Application Programming Interface – Interface de Programação de Aplicações
BIOS – Basic Input Output System – Sistema Básico de Entrada e Saída
CAD – Computer-Aided Design – Desenho/design auxiliado por computador
CEO – Chief executive officer – Diretor executivo ou diretor geral
CIO – Chief Information Officer – Diretor de Informação
CODEC – Coder/Decoder. – Codificador-decodificador
DTV – Digital television – televisão digital
EAD- Educação a Distância
FTP – File Transfer Protocol – protocolo de transferência de arquivo
GPS – Global Positioning System – sistema de posicionamento global
GSM – Global System for Mobile Communications – Sistema Global para Comunicações Móveis
GUI – Graphical User Interface – Interface de Usuário Gráfica
HD – High Density – alta densidade
HD – High Definition – alta definição
HD – Hard disk – disco rígido
HDD – High Density Disk – disco de alta densidade
HDTV – High Definition Television – televisão de alta definição
HTTP – HyperText Transfer Protocol – Protocolo de Transferência de HiperTexto
LAN – Local Area Network.
LCD – Liquid Cristal Display – Tela de Cristal Líquido
MIDI – Musical Instruments Digital Interface – Interface digital de instrumento musical
MMS – Multimedia message service – serviço de mensagem multimídia
MP3 – MPEG audio Layer-3 – Camada de áudio MPEG nº3
OS – Operating System – sistema operacional
P2P – peer-to-peer – ponto a ponto
PDF – Portable Document Format – Formato de documento portátil
PIN – Personal Identification Number.
POP3 – Post Office Protocol – Protocolo de Correio
RAM – Random Access Memory – Memória de Acesso Aleatório
ROM – Read Only Memory – Memória Apenas de Leitura
SEO – Search Engine Optimization – Otimização para mecanismos de busca
SMS – Short Message Service – Serviço de mensagens curtas
SSD – Solid State Disk – tipo de unidade de armazenamento de dados como um HD
TCP – Transmission Control Protocol –Protocolo de controle de transmissão
USB – Universal Serial Bus – Barramento Serial Universal
WYSIWYG – What You See Is What You Get – O que você vê é o que tem/obtém – Normalmente empregados para editores visuais de internet.

 

(Aviso: O conteúdo desta página pode ser editado, modificado, atualizado e revisto periodicamente. Volte com frequência.)

O professor reflexivo de inglês e o uso de novas tecnologias.

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COSTA, D. M. ; Puggian, Cleonice ; VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . O professor reflexivo de inglês e o uso de novas tecnologias. Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. 18, p. 134, 2014.

 

RESUMO

O presente artigo objetiva discutir o papel do professor de inglês face às demandas e responsabilidades atuais, que não se reduzem somente ao ensino de habilidades linguísticas ou gramaticais. Confiamos que exista, atualmente, a urgência de se pesquisar também a capacidade de reflexão do educador sobre a própria prática e buscar estratégias para fazer a mesma relevante para a comunidade escolar. Além disso, por vezes, o ofício docente inclui conhecer e dominar ferramentas tecnológicas modernas no fazer diário, o qual precisa integrar relações humanas e elementos digitais de modo a construir, a partir de ambos, saberes e valores. Abordaremos, neste artigo, conceitos teóricos sobre o ser professor reflexivo e seu papel face às tecnologias digitais. Acreditamos que as discussões propostas neste trabalho possam ser ampliadas a todos os demais docentes e não somente aqueles do idioma inglês, embora esses educadores estejam no centro do nosso artigo. Incluiremos também considerações referentes ao uso de novas tecnologias da informação e comunicação almejando integrá-las à discussão da prática reflexiva no fazer pedagógico do educador de língua inglesa.

Palavras-chave: Professor reflexivo de inglês. Ensino de inglês. Novas tecnologias.

 

O presente trabalho está organizado em duas grandes seções. A primeira pretende discutir aspectos concernentes à prática reflexiva do professor, especialmente aquele de língua inglesa. Na segunda parte, discorreremos sobre a integração de novas ferramentas digitais ao ensino de inglês e como as mesmas podem proporcionar oportunidades para se aperfeiçoar a prática docente a partir da reflexão. Não temos como pretensão abarcar todas as minúcias e desafios que circundam e impulsionam o fazer docente, porém, desejamos contribuir com informações que motivem os profissionais da educação para uma postura mais investigativa com relação ao seu trabalho e o ambiente que o influencia direta e indiretamente.

Confiamos, portanto, que este trabalho possa auxiliar no processo de reflexão dos educadores quanto à importância de se conhecer e integrar recursos tecnológicos de forma crítica e consciente à realidade que os cerca. Acreditamos, como desdobramento, contribuir com a formação global dos alunos que, de modo inevitável, já são cidadãos de um mundo globalizado, interconectado e dinâmico.

Convém apontar que a crescente integração de ferramentas digitais em práticas educacionais não deve ser entendida como um reflexo de um modismo ou mero desejo de atualização ou virtualização das salas de aula e das relações entre professores e alunos. Na verdade, trata-se de uma necessidade cada vez mais intensa e urgente de repensar metodologias e abordagens pedagógicas, para além da simples instrumentalização tecnológica de professores, alunos e dos espaços educacionais. Afinal, é preciso reconhecer que as tecnologias têm modificado e proporcionado formas de comunicação e interação, em diferentes práticas sociais, por vezes provocando ressignificações de algumas destas. Arruda (2009, p. 18) argumenta que “os sujeitos que têm acesso às diferentes mídias criam outras relações de saberes e outras maneiras de interpretar o mundo”.

As tecnologias digitais relacionam-se com as tecnologias da inteligência. A relação entre os seres humanos e as tecnologias por eles desenvolvidas e empregadas provocam, em diferentes níveis e andamento, transformações culturais (FREITAS, 2009), que se refletem em modos de construção, interação, armazenamento, processamento e comunicação com o conhecimento. (p.136)

 

 

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Tecnologia e educação: introdução à competência tecnológica para o ensino online.

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Tecnologia e educação: introdução à competência tecnológica para o ensino online. Revista e-scrita: revista do curso de Letras da UNIABEU, v. 2, p. 113-122, 2011.

Resumo: O uso da tecnologia na educação, inclusive na educação a distância e ensino semipresencial, demanda novos papéis para professores. Este artigo enfoca o ensino em contextos online, destacando a necessidade de uma abordagem interdisciplinar para a discussão de educação, tecnologia e língua. O foco deste trabalho está na discussão da importância de desenvolvimento da competência tecnológica de professores para a educação online.

Palavras chave: ensino online, tecnologia, formação de professores

Technology and education: introduction to technologic competence for online teaching Abstract: The use of technology in education, including distance learning and blended learning, demands new roles for teachers. This article focuses on teaching in online contexts, highlighting the necessity of an interdisciplinary approach to discuss education, technology and language in teacher education and training. The focus of this paper is on discussing the importance of developing teachers’ technological competence for online education.

Keywords: online teaching, technology, teacher education

O ensino online, da mesma forma que o presencial, requer o domínio da competência didática. O professor deve ser capaz de compreender abordagens, métodos, procedimentos e técnicas de ensino, considerando, neste caso, suas características, especificidades e possibilidades. Não se trata de uma “nova” didática, mas de conhecimentos e práticas que contemplem mais diretamente aspectos relacionados ao ensino mediado pela internet, como, por exemplo, a própria compreensão desta modalidade, da sua história e suas características.

Se já estamos acostumados às aulas presenciais, o ensino em contextos digitais ainda é uma novidade para a maioria. Se dominamos com facilidade os recursos e as formas de interação em salas de aulas presenciais, o mesmo não é verdade para as salas de aula virtuais.

Logo, podemos informalmente considerar que, na maioria das vezes, não temos “instintos básicos” para a interação e para a estudo online. Em outras palavras, a educação presencial nos remete à tradição, à uma cultura intensamente enraizada e, por consequência, algo já conhecido, compreendido e dominado. No entanto, o ensino online oferece geralmente a
sensação de novidade, inovação e desafio, e , por vezes, incertezas e inseguranças.

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Lousa Digital no Ensino de Língua Inglesa: O Que os Professores Dizem sobre sua Prática?

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COSTA, D. M. ; PUGGIAN, C. ; VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Lousa Digital No Ensino De Língua Inglesa: O Que Os Professores Dizem Sobre Sua Prática?. InterScience Place, v. 11, p. 115, 2016. Acesse o artigo aqui!

Resumo – Este artigo descreve os resultados de uma pesquisa qualitativa sobre as transformações resultantes da introdução da lousa digital como recurso didático para o ensino da língua inglesa. Dados foram coletados através da amostragem do tipo bola de neve, através da qual foram identificados docentes de reconhecida competência na utilização da lousa eletrônica. Dez participantes foram apontados pelos seus pares e participaram de entrevistas semiestruturadas. Realizamos a tematização e análise dos dados a partir do relato dos participantes, o que propiciou a formulação de argumentos explicativos. Através das narrativas dos docentes, identificamos que a adoção da lousa digital produz alterações no planejamento e condução das aulas, possibilizando flexibilização do planejamento e incremento dos recursos visuais. Palavras-chave: Lousa digital. Ensino de línguas. Docência. Tecnologias.

Abstract – This paper describes the results of a qualitative study on the changes promoted by the digital whiteboard on the teaching of English. The study adopted a snowball sampling technique, through which teachers of recognized competence on the use of this electronic device were identified. Ten participants were singled out by their peers and interviewed during the year of 2013. Categories and themes were identified during data analysis, which led to the formulation of explanatory arguments. Participants’ narratives revealed that digital whiteboards, when adopted for the teaching of English, produce changes in the way teachers plan and conduct classes, making planning more flexible, with enhanced visual resources. Keywords: Digital Whiteboard. Language Teaching. Teaching. Technologies.

 

O referencial teórico deste estudo, de natureza interdisciplinar, articula contribuições do campo da educação, da linguística aplicada e da tecnologia. Observamos que o ensino de língua inglesa permeia vários segmentos sociais, ainda que de modo diferente, e está associado às demandas políticas e históricas que dão ao idioma um status global (CRYSTAL, 2003) ou multinacional (LEFFA, 2001). As constantes motivações para dominar a língua inglesa apontam para um mundo onde todos permanecem interligados (ASSISPETERSON; COX, 2007; GIMENEZ, 2008; SILVA, 2012; KUMARAVADIVELU, 2006). A língua inglesa assume o status de idioma oficial, responsável por disseminar achados ao redor do planeta, afirmando-se, dia a dia, como veículo de conhecimentos multiculturais. Por questões históricas, o inglês assume de forma exponencial o caráter de língua da comunidade científica (SOETE, 2005), com crescente presença no ciberespaço.

A força desse idioma também está associada ao poder político dos países que o tem como língua oficial. Crystal (2003, p. 07, tradução nossa) elucida que “a língua não tem existência independente, vivendo em algum tipo de espaço místico à parte das pessoas que a falam […]. Quando [falantes do idioma] conseguem êxito, no cenário internacional, a língua prevalece. Quando eles fracassam, a língua também”3. Reiteramos, então, que a presença oficial do inglês nas decisões mundiais na contemporaneidade está relacionada ao status que nações anglófonas, com destaque para os Estados Unidos da América, conquistaram na política, na economia, na cultura e também na produção de novas tecnologias.

 

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Livros Didáticos de Línguas e as Novas Tecnologias: Reflexões e Questões para Avaliação e Análise.

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa. Livros Didáticos de Línguas e as Novas Tecnologias: Reflexões e Questões para Avaliação e Análise. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades, v. 38, p. 80, 2013. Acesse o artigo aqui!

Resumo: As tecnologias de Informação e Comunicação têm trazido diferentes tópicos para discussão em Educação, que incluem o uso de ferramentas digital, novos letramentos, gêneros digitais e formação de professores. Este trabalho apresenta algumas questões relacionadas a implicações da tecnologia e da cibercultura na análise de livros didáticos no ensino de línguas.

Palavras chaves: tecnologia, cibercultura, Ensino de línguas, livros didáticos

Abstract: Information and Communication Technologies have brought different topics to discussion in Education, including the use of digital tools, new literacies, digital genres, and teacher education and training. This paper presents some issues related to the implications of technology and cyberculture on the processes of analysis of coursebooks in language teaching.

Keywords: tecnhology, cyberculture, language teaching, coursebooks

É crescente a quantidade de discussões nos últimos anos sobre relações entre tecnologia e educação. Em publicações, podemos encontrar uma diversidade de trabalhos que apontam “mudanças”, “possibilidades” “impactos” e, consequentemente, “desafios” para a escola e para os professores. Em parte, isto se deve não apenas ao maior emprego de dispositivos digitais nas salas de aula e ao intenso crescimento da educação a distância (MATTAR, 2012), mas também ao reconhecimento de que a tecnologia tem afetado e ressignificado diversas práticas sociais (CASTELLS, 2003; LÉVY, 2010) e, por conseguinte, os processos de ensino-aprendizagem (KENSKI, 2012; FANTIN e RIVOLTELLA, 2012; GABRIEL, 2013) e a formação de professores (FREITAS, 2009) para esta sociedade da informação, cada vez mais digital.

Neste cenário complexo e abrangente, é natural que alguns temas sejam abordados com maior frequência na literatura que outros, tanto em discussões disciplinares (baseados em disciplina específica ou foco mais delimitado- como na Linguística e na Pedagogia) quanto em interdisciplinares. Podemos citar educação a distância, cibercultura, letramento digital, formação tecnológica de professores e uso da tecnologia em sala de aula, como alguns dos temas de razoável popularidade em publicações nos últimos anos.

Por outro lado, outros temas são abordados ainda com pequena frequência, correndo o risco de passarem “despercebidos”, “desprestigiados” e não receberem a devida atenção necessária. Neste caso, é possível apontar os livros didáticos e as discussões de gêneros textuais digitais em materiais didáticos e na educação a distância (EaD).

 

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Ambientes Virtuais de Aprendizagem: Tecnologia, Educação e Comunicação

 

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Ambientes Virtuais de Aprendizagem: Tecnologia, Educação e Comunicação . Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. XVII, p. 16, 2013.

 

A popularização da internet oferece diferentes possibilidades para o campo educacional. Ela pode ser, entre outras coisas, local de pesquisa, ferramenta de comunicação e um ambiente de aprendizagem. A aprendizagem auxiliada pela internet ou realizada nela não está restrita à educação a distância (EaD), embora esta certamente seja a face mais visível da relação entre internet e educação. Pesquisadores apontam que uma tendência de para os próximos anos é o crescimento do ensino semipresencial (também denominado de blended learning), combinando atividades de educação presencial e a distância. Neste contexto de ensino-aprendizagem na internet, os ambientes virtuais de aprendizagem se constituem uma ferramenta e local de práticas pedagógicas e comunicativas. Daí uma pergunta que costuma surgir para muitos professores e estudantes: Afinal, o que é um ambiente virtual de aprendizagem? Esta é a pergunta que orienta este trabalho.

O presente artigo discute definições e características dos ambientes virtuais de aprendizagem, sem esquecer das mudanças ocasionadas, entre outros fatores, pelas redes sociais (MATTAR, 2012) e pela web 2.0 (VALENTE & MATTAR, 2007; VILAÇA, 2011).

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Interfaces entre Tecnologia e Linguagem: Gêneros Textuais Digitais

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa ; RIBEIRO, S. R. O. . Interfaces entre Tecnologia e Linguagem: gêneros textuais digitais. Revista UNIABEU, v. 8, p. 334, 2015. Acesse o artigo aqui!

RESUMO: Os computadores foram vistos por muito tempo essencialmente como ferramentas de processamento de dados. A internet, no entanto, contribuiu para a transformação do computador e outros dispositivos digitais em ferramentas de comunicação. Os avanços tecnológicos, especialmente aqueles que permitem trocam comunicativas entre os usuários, demandaram a emergência e o desenvolvimento de gêneros textuais digitais. Este trabalho apresenta reflexões teóricas sobre as relações entre tecnologia e linguagem, com o foco nos gêneros digitais.

Palavras Chave: tecnologia, linguagem, gêneros digitais, letramentos

Interfaces between technology and language: digital textual genres

ABSTRACT: Computers were primarily seen for some time as a data processing tool. Internet, however, contributed to expand its uses, turning the computer and other digital devices in communication tools. Technological advances, specifically those that allow communicative exchanges between users, also would require the emergence and development of digital genres. This paper presents theoretical reflections on the relationship of technology and language, with a focus on digital genre.

Keywords: technology, language, digital genre, literacies

 

Os gêneros textuais podem ser objetivamente definidos como formas  sociocomunicativas orais e escritas relativamente estáveis (BAKTHIN, 2011).  Exemplos de gêneros textuais de uso frequente incluem carta, bilhete, carta,  resumo, tirinha, palestra, entrevista… (KOCH e ELIAS, 2008; MARCHUSCHI, 2008).  Autores apontam que não é possível haver comunicação sem o emprego de gêneros  textuais (BAKHTIN, 2011; MARCUSHI, 2010; KOCH, 2011). Marchuschi (2008, p. 154) afirma que toda a manifestação verbal se dá sempre por meio de textos realizados por algum gênero”. O autor ainda aponta claramente que “Quando  dominamos um gênero textual, não dominamos uma forma linguística e sim uma forma de realizar linguisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares” (p.154).

Para Bazerman (2009), gêneros não são somente formas textuais, mas também formas de vida e de ação. O autor compreende o conceito de gêneros como  “fenômenos de reconhecimento psicossocial” (2009, p. 31), construídos e organizados dentro da dinâmica da sociedade. Seus estudos se propõem a enfatizar instrumentos conceituais e analíticos acerca da incidência do texto na sociedade, sejam textos escritos ou não.

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