Cultura Digital, Letramento Digital, Tecnologias e Educação

Márcio Vilaça

Ambientes Virtuais de Aprendizagem – O que é um AVA?

Fonte: Pixabay

Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) são frequentemente definidos sistemas baseados na internet que foram desenvolvidos para fins educacionais, predominantemente relacionados a Educação a Distância ou E-learning (apesar de o sentido deste termo ter ficado mais amplo e polissêmicos nos últimos anos).  Em termos gerais, podem ser entendidos como sala de aula digitais (online) ou salas de aulas virtuais.

Em inglês, encontramos são chamados na, na maioria das vezes, de Learning Management System (LMS). No entanto, outras denominações comuns são:  Learning Platform ( LP) e Learning Content Management System (LCMS).

O Ambiente Virtual de Aprendizagem é um ambiente baseado em internet (também é possível em intranets) que funciona de forma semelhante a um Portal cujo objetivo básico é a educação.

Podemos encontrar também a compreensão de ambientes virtuais de aprendizagem como as salas específicas dentro de um “LMS”. Neste caso, o “ambiente” digital é entendido como um sistema(system) ou uma plataforma (platform) na qual as salas são criadas. Neste caso, o Moodle – um dos mais famosos LMS do mundo- é visto como plataforma ou sistema e não um ambiente virtual de aprendizagem em si. Convém apontar, no entanto, que em grande parte, possivelmente na maioria das publicações sobre EaD, o termo ambiente virtual de aprendizagem é tratado como apresentado no início deste texto.

No artigo Ambientes Virtuais de Aprendizagem: Tecnologia, Educação e Comunicação (VILAÇA, 2013, pp. 18,19) aponto que:

“Nos últimos anos, sistemas e serviços online que não foram desenvolvidos para atividades educacionais também são empregados como ambientes virtuais de aprendizagem, o que por vezes gera certa confusão. É o que ocorre com blogs, bate-papos, fóruns de discussões, redes sociais, sites de vídeos… A lista é extensa. Para entender melhor esta questão, hoje podemos pedagogicamente propor a discussão destes em dois tipos de ambientes virtuais:

a) Ambientes virtuais de aprendizagem dedicados ou específicos – (ambientes stricto sensu) – visão clássica de ambientes virtuais de aprendizagem encontrada na maioria de livros sobre educação a distância – Trata-se de um sistema planejado e desenvolvido especificamente para o uso educacional, de forma semelhante a uma sala de aula online, com ferramentas pedagógicas e comunicativas variadas.

b) Ambiente virtuais de aprendizagem adaptados – (ambientes lato sensu) – visão mais recente e flexível, fortemente influenciada pela web 2.0 e pelo conceito de computação nas nuvens. Ainda são poucos os livros que tratam dos AVAs nesta perspectiva. Este tipo de ambiente de aprendizagem se enquadra no que Valente e Mattar (2007) chamam de LMS 2.0. Neste caso, um sistema ou serviço online que não foi planejado e desenvolvido para fins educacionais é usado para esta finalidade.”

 

São exemplos de ambientes virtuais de aprendizagem dedicados (stricto sensu): Moodle, Teleduc, Chamilo, Claroline, Dokeos, Blackboard…

Como exemplo de ambientes virtuais de aprendizagem adaptados (lato sensu), posso destacar blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens, fóruns…

VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM:TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO. Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. XVII, p. 16, 2013. Acesse o artigo aqui!  

 

 

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Desenvolvimento de softwares e aplicativos: versões beta, release candidate, build

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O desenvolvimento de software é muitas vezes marcado por termos como beta (teste), preview (previsão) e release candidate (candidata ao lançamento). Em termos gerais, tais termos indicam quem o software não está completamente finalizado e que seu uso tende a apresentar mais falhas e instabilidades, não sendo, na maioria do casos, ser usado por leigos e em contextos importantes. Em síntese, os termos indicam que o software encontra-se em fase de finalização, aprimoramento e testes.

Os termos mais comuns são beta e release candidate. Se considerarmos uma ordem de estágios de desenvolvimento, a versão release candidate tende a ser a mais próxima em recursos e caracteristicas da versão final. Em outras palavras, raramente alguma nova funcionalidade é inserida no programa.

Vários fabricantes disponibilizam gratuitamente, geralmente por tempo limitado, versões beta e release candidate para que leigos e desenvolvedores realizem testes, avaliações, identifiquem bugs e instabilidades, sugiram correções e aperfeiçoamentos.

É necessário, no entanto cuidado ao instalar no seu computador ou no servidor web sistemas em fase beta ou release candidate. Os desenvolvedores alertam para os riscos de instabilidade e segurança.

Hoje vários softwares, formalmente ou não, aderem a atualizações constantes liberando atualizações em pequenos fluxos e atualizações para bugs ou problemas de segurança com bastante frequência.

 

Competência Tecnológica na EaD: Uma Análise dos Conhecimentos e Habilidades Necessárias ao Tutor.

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ARAUJO, E. V. F. ; VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Competência Tecnológica na EaD: Uma Análise dos Conhecimentos e Habilidades Necessárias ao Tutor. Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. 20, p. 110, 2016.

RESUMO:

O objetivo deste artigo é discutir as competências necessárias ao tutor presente em um contexto tecnológico multimidiático de interação. A pesquisa, de natureza bibliográfica, buscou responder o seguinte questionamento: De que forma as competências tecnológicas necessárias a um tutor podem contribuir para o sucesso da educação a distância (EaD)? Desta forma, ao reconhecer a importância que o tutor tem para o sucesso do processo de ensino e aprendizagem na modalidade de educação a distância, buscaram-se os conceitos de educação a distância, tutoria e suas competências, levando em conta os aspectos tecnológicos. Para realizar o diálogo com a literatura, foram utilizados autores como João Mattar, Maria Luiza Belloni, Philippe Perrenoud e Pierre Lévy, apenas para ilustrar. Por meio da pesquisa realizada, foi possível compreender a importância da tutoria para a educação a distância e como as suas competências tecnológicas podem colaborar para a prática de ensino neste contexto.

Palavras-chave: Educação a distância. Tutoria. Competências tecnológicas.

 

O tutor é um dos principais atores da educação a distância, que contribui para o sucesso do ensino e aprendizagem no ambiente virtual (BORGES & SOUZA, 2012). A fim de exercer melhor o seu papel nesta modalidade de ensino, é primordial que o tutor esteja preparado para utilizar as diversas ferramentas tecnológicas disponíveis a favor da educação. Apesar de esta afirmação parecer desnecessária, é fato que muitos tutores entram nesta função sem uma formação prévia e por vezes com baixo domínio de ferramentas, ambientes e práticas digitais. Um dos motivos que motiva esta realidade é o mercado de trabalho, que gerou nos últimos anos um amplo campo para o exercício da tutoria.

É importante levar em consideração que, ao discutir as competências necessárias ao tutor presente na educação a distância, trata-se aqui questões sobre os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao tutor, com o objetivo de acompanhar e prestar apoio ao aluno, elementos esses primordiais nessa modalidade de ensino.

Com as práticas educacionais online cada vez mais presentes na atualidade, é essencial que os profissionais que atuam nesta modalidade de ensino tenham conhecimento tecnológico das ferramentas que precisarão utilizar (VILAÇA, 2011). É importante então identificar as competências tecnológicas necessárias ao tutor presente em um contexto tecnológico multimidiático de interação, levando em consideração que a competência tecnológica implica no conhecimento da tecnologia e a compreensão das suas funções. É preciso reconhecer ainda a grande velocidade de expansão e criação de novas ferramentas e serviços digitais.

O objetivo deste trabalho, portanto, é discutir como as competências tecnológicas necessárias a um tutor atuante na educação a distância online podem colaborar para o sucesso nesta modalidade de ensino. (p. 111)

 

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Questões de comunicação na era digital: tecnologia, cibercultura e linguagem

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa ; ARAUJO, E. V. F. . Questões de comunicação na era digital: tecnologia, cibercultura e linguagem. Revista e-scrita: revista do curso de Letras da UNIABEU, v. 3, p. 58-72, 2012.

Resumo

Este artigo discute questões de comunicação em contextos digitais que têm estado presentes na vida social. Este trabalho enfoca considerações a respeito da complexa relação entre tecnologia, cibercultura e linguagem. Inclui discussões sobre webwriting, do internetês, gêneros digitais e da prática de letramento digital. Defendemos a importância e a necessidade destas questões para a formação de professores, em especial de professores de língua e de educação a distância.

Palavras chave: tecnologia, cibercultura, linguagem, gêneros digitais, letramento

 

A relação entre tecnologia e linguagem tem gerado uma diversidade discussões, que se refletem em termos como “letramento digital”, “linguagens digitais”, “discurso eletrônico”, “hipertexto”, “comunicação mediada por computador”, “comunicação eletrônica”, “gêneros digitais” entre outros. Podemos, portanto, pensar em e-linguagem ou ciberlinguagem ou ainda em e-discurso ou ciberdiscurso. (p. 59)

Este artigo não pretende elencar uma série de termos. Também não é finalidade deste trabalho buscar conceituações definitivas para eles, tarefa que tem se mostrado complexa devido à importância interdisciplinar da temática. O letramento digital, por exemplo, tem sido definido de duas formas diferentes: a) como letramento discursivo em contextos digitais e; b) como competências de uso de tecnologias digitais (como um letramento tecnológico).

O objetivo deste artigo é apresentar algumas questões referentes à comunicação em contextos digitais. A motivação se fundamenta na nítida percepção de que discussões sobre cibercultura e usos da linguagem em contextos digitais devem fazer parte dos processos de formação e atualização de professores. Compreendemos que tais discussões e reflexões, apesar de mais diretamente relacionadas aos professores de línguas maternas e estrangeiras e professores na modalidade educação a distância, devem ser também extensivas a professores outras disciplinas, em diferentes níveis de ensino e no ensino presencial. Pretendemos proporcionar com isto um espaço para reflexões sobre questões da comunicação na era digital. (p. 60)

 

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Tecnologia, Linguagem e Educação a Distância

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RIBEIRO, S. R. O. ; VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Tecnologia, Linguagem e Educação a Distância. Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. 18, p. 397, 2014.

RESUMO:

As tecnologias de comunicação e informação estão relacionadas às diferentes linguagens utilizadas nas mais distintas práticas sociais pelos indivíduos. As tecnologias de comunicação e informação surgem para sanar necessidades específicas em tempos e espaços diversos, em contrapartida podem alterar, e em geral alteram profundamente as práticas sociais, econômicas, culturais e educacionais, entre outras. Ao investigarmos as práticas educacionais a distância no Brasil identificamos modificações tecnológicas que demandam não apenas o uso de modernos equipamentos, mas, e, principalmente, alteraram os comportamentos dos estudantes diante do objeto de estudo, das interfaces que utilizam para acesso às informações e construção de conhecimento, das diferentes linguagens (escrita, som, vídeo, por exemplo) e também a possibilidade de superação do isolamento nos cursos de educação a distância através do uso de gêneros digitais que potencializam as trocas entre os estudantes e entre esses e o professor tutor. Portanto, este resumo tem como objetivo discutir aspectos históricos, epistemológicos e didáticos que sustentam a educação a distância, a educação on-line e a comunicação no contexto da educação on-line. Para tanto, apresentaremos uma discussão acerca da tecnologia relacionada à comunicação e às linguagens, percorrendo alguns conceitos de tecnologia enquanto ferramenta e técnica. Discutiremos a relação intrínseca da tecnologia com a educação a distância ao longo dos anos. Recorremos a três compreensões de evolução da educação a distância para embasar a discussão: Pimentel (1999), Campos (2007) e Moore e Kearsley (2008). Cabe ressaltar que os aspectos históricos da educação a distância são apresentados não com objetivo de traçar uma linha do tempo, mas de contextualizar e discutir mudanças didáticas e epistemológicas da educação a distância, a partir dos avanços tecnológicos usados nesta modalidade de ensino, considerando que a Internet e o uso dos dispositivos digitais mudaram muito nos últimos anos, inclusive quando aplicados à educação a distância.
Palavras-chave: Tecnologia. Linguagem. Educação a Distância.

 

Cada tecnologia, em sua época, tende a provocar fascínio, curiosidade, abrir novas possibilidades de ação e, dependendo da tecnologia, meios e formas de interação. Por outro lado, as criações tecnológicas, principalmente aquelas que podem representar quebra de paradigmas ou elevado poder de inovação e alteração em práticas sociais e culturais, são acompanhadas desafios, críticas, suspeitas e riscos. Este fato não é novidade. Nos últimos anos, no entanto, o que impressiona e atrai atenção de pesquisadores das mais diversas áreas é a velocidade de tais avanços, tanto no que se refere ao seu desenvolvimento quanto aos seus reflexos práticos na vida de uma parcela significante da população. Em termos práticos, esta velocidade demanda maior capacidade de adaptação e formação continuada.

Estudiosos como Lévy (1993), Ribeiro O. (2011), Kenski (2012) e Silva (2012) advertem que a técnica não deve ser apenas reduzida à simples ação de usar a ferramenta (utilidade), mas ampliam esse conceito, considerando em que medida a ação do homem sobre a máquina ou ferramenta (funcionalidade) pode alterar as relações de interatividade e socioculturais.

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O Blog como Ferramenta do Letramento Digital

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FORTUNA, D. R. ; VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa ; OLIVEIRA, E. A. S. . O Blog como Ferramenta do Letramento Digital. Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. 20, p. 176, 2016.

RESUMO:

Este artigo tem como objetivo apresentar uma linha teórica de letramento, cibercultura e letramento digital, buscando os novos meios para tecnológicos como facilitadores para o entendimento do letramento digital. O letramento tem como base a cultura e os movimentos sociais, o letramento digital busca esta cultura e a tecnologia para se inserir no contexto educacional e no dia a dia do indivíduo. O texto parte destes conceitos e tem a análise do blog como base para identificar alguns comportamentos nas redes de computadores. Neste trabalho, usamos o blog como base por ser uma das primeiras ferramentas da internet que possibilitou a edição e compartilhamento de informação, a participação e interação, tal qual um diário on-line e, pensando em letramento, tenta apresentar as mudanças na maneira de ler e escrever dos usuários da internet, além de tentar apresentar os conceitos de letramento digital e letramento. Busca-se, portanto, apresentar a mudança de comportamento do indivíduo e o reflexo na cultura e na língua.

Palavras-chave: Blog. Letramento digital. Cibercultura. Rede de computadores.

 

Com o advento das cidades e da burguesia, no Renascimento, e sua consolidação nos séculos XVIII, XIX e XX, surgiu também a noção de indivíduo. Até então, os sujeitos se preocupavam em seguir mais um modelo social do que se preocupar com sua individualidade (COSTA LIMA, 1986). O individualismo trouxe consigo uma preocupação com o eu, que passou a colocar no papel suas memórias, sentimentos, pensamentos ou até mesmo os fatos que ocorriam no seu dia-a-dia. É nesse momento, aproximadamente no final do século XVIII, que aparecem as chamadas “escritas de si”. Críticos como Philippe Lejeune (2014) e Luiz Costa Lima (1986) consideram as Confissões de Jean Jacques Rousseau como o marco inaugural das “escritas de si”.

Durante os séculos que se seguiram, foram comuns a publicações de autobiografias e diários, gêneros considerados como integrantes das escritas de si. Os indivíduos, famosos ou não, começaram a compartilhar suas experiências e memórias durante todo esse tempo. Mas, no final do século XX e início do século XXI, a internet modificou este panorama, tornando ainda mais comum que desconhecidos dividissem com outras pessoas, também desconhecidas, fatos da sua intimidade. O blog e, mais recentemente, o blog são os espaços, por excelência, desse compartilhamento.

 

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Educação a Distância e Tecnologias: conceitos, termos e um pouco de história

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Educação a Distância e Tecnologias: conceitos, termos e um pouco de história. Revista Magistro, v. 1, p. 89-101, 2010.

Resumo:

A rápida e crescente adoção da Educação a Distância em diferentes contextos tem feito com que alguns conceitos, algumas vezes, estejam imprecisos e ambíguos, tanto para professores e estudantes. Este artigo tem por finalidade discutir objetivamente alguns conceitos chaves em Educação a Distância e no uso de dispositivos e recursos tecnológicos em Educação. O artigo apresenta uma definição para Educação a Distância, um perfil da sua história e desenvolvimento a discussão de alguns conceitos e terminologias amplamente empregadas na área.

Palavras Chave: Educação a distância, tecnologia, conceitos, história, terminologia

 

Em termos gerais, a Educação a Distância é uma modalidade de educação na qual professores e alunos encontram-se em locais diferentes (MOORE e KEARSLEY, 2008; CARLINI e TARCIA, 2010) “durante todo ou grande parte do tempo em que aprendem ou ensinam” (MOORE e KEARSLEY, 2008, p.1). A sigla EaD é empregada tanto para Educação a Distância quanto para Ensino a Distância (BELLONI, 2009).

A compreensão de EaD é influenciada pela compreensão de distância (GOUVÊA e OLIVEIRA, 2006; TORI, 2010). A distância deve ser compreendida basicamente como separação espacial (geográfica/local) entre participantes do processo educacional, sejam estes alunos ou professores. Em aulas por videoconferência, é comum que os alunos estejam juntos, mas em lugar diferente do professor. Por outro lado, quando o estudo ocorre pela internet, é comum alunos e professores estejam em locais diferentes e acessem o curso e os materiais e recursos didáticos em momentos diferentes. Estes dois exemplos ilustram que há diferentes possibilidades de distanciamento entre alunos e professores.

Incompreensões sobre as possíveis formas de distância tendem a gerar, como consequência, críticas e até mesmo preconceitos em relação a EaD.

Neste sentido, é relevante fazer duas considerações. Primeiramente, a distância – ou separação espacial – não implica necessariamente em divergência temporal (cronológica). Assim, alunos e professores podem estar em locais diferentes participando sincronicamente de uma mesma atividade com fim pedagógico, como, por exemplo, em atividades mediadas por chat.

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Tecnologias e Livros Didáticos de Línguas: Novas Possibilidades, Novos Desafios

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Artigo: VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa . Tecnologias e Livros Didáticos de Línguas: Novas Possibilidades, Novos Desafios. Cadernos do CNLF (CiFEFil), v. XVI, p. 1202-1210, 2012.

 

Este trabalho apresenta brevemente algumas discussões relacionadas à interação entre tecnologia e educação, defendendo que os livros didáticos de línguas (estrangeiras e maternas) precisam estar atentos às novas demandas, o que evidentemente implica em novos desafios para editoras, autores, professores. O foco principal está sobre a compreensão de novas possibilidades e, consequentemente, no reconhecimento de desafios decorrentes do crescente uso de novas TICs (tecnologias de comunicação e informação) em diferentes práticas e contextos sociais (BARROS, 2009; SANTAELLA, 2010), inclusive na escola, algo que não deve ser compreendido como restrito à educação a distância. Inicialmente o artigo destaca a proximidade tradicional entre tecnologia e o ensino de língua estrangeira, mais especificamente a língua inglesa. Em seguida, ao tratar do ensino de língua portuguesa, são apontados dois conceitos ainda desconhecidos de muitos professores: gêneros textuais digitais e letramento em contexto digital (letramento digital). Estes dois conceitos implicam em novos conteúdos para o ensino de língua materna, que devem ser considerados nos livros didáticos. Em seguida, é discutida convergência presencial-virtual, uma tendência educacional para os próximos anos.

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Cultura digital, letramento digital e formação de professores de línguas estrangeiras

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VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa. Cultura digital, letramento digital e formação de professores de línguas estrangeiras. CADERNOS DO CNLF (CIFEFIL), v. 21, p. 1761, 2017.

RESUMO Este trabalho discute diferentes dimensões das transformações e das implicações da cultura digital na formação de professores de línguas estrangeiras. O uso de tecnologia não é recente no ensino de línguas estrangeiras. No entanto, a emergência e a expansão de uma cultura digital oferecem diferentes implicações que devem ser consideradas na formação de professores, que incluem, mas não estão restritas ao letramento digital (ARAUJO & VILAÇA, 2017), gêneros textuais digitais (MARCUSCHI, 2008 e 2010; KOCH, 2011), multimodalidade e uso de recursos e ambientes baseados na web 2.0 (GABRIEL, 2013). Hoje a tecnologia afeta as práticas pedagógicas, mesmo quando não são empregadas em sala de aula e quando não se apresentam de forma clara. Isso se deve ao fato de que a cultura digital se mantém, mesmo quando não há “conexões” ou dispositivos digitais em uso. Palavras-chave: Cultura digital. Letramento digital. Formação de professores.

A cultura digital ganhou destaque e passou a ser um tema amplamente discutido e pesquisado, sendo abordado por diversas áreas tanto em perspectiva disciplinar quanto interdisciplinar (SANTAELLA, 2010; FANTIN & RIVOLTELLA, 2012; VILAÇA, 2014; ARAÚJO & VILAÇA, 2016). Com a popularização das tecnologias digitais, dos dispositivos, da conexão em banda larga, dos aplicativos, vários conceitos relacionados a esta cultura digital foram sendo revistos e passaram a incorporar novos significados ou por processos de questionamento e revisão. Para ilustrar de forma objetiva, letramento digital e inclusão digital podem ser citados. Estes termos/conceitos têm sido usados com diferentes significados e a sua compreensão tem incorporado novas percepções, características, perspectivas e atribuições. (VILAÇA & ARAUJO, 2017)

 

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